quarta-feira, 16 de setembro de 2009

... se for pra fazer, que faça Direito!



Sabe, quando fui pro terceiro colegial, apesar de saber que a cada dia que se passava mais se aproximava a hora de escolher meu caminho, eu não levava muito a sério. Parecia que ainda tinha tanto tempo!

Ai o terceiro colegial acabou, a formatura passou e os amigos sumiram. E então, ai sim, a ficha começou a cair. Um ano de cursinho, pra tentar compensar os 14 em Escola Pública, e muitas, muitas, muuuuitas dúvidas na hora de escolher qual profissão eu iria seguir pro resto da minha vida.

Bem, algum tempo e algumas tentativas depois e de repente eu me vi matriculada em um dos melhores cursos de Direito em uma das tão desejadas Universidades Públicas. Que coisa não!?
O fato é que eu passei por arquitetura, jornalismo, geografia e ciências contábeis antes de me decidir pelo Direito e até começar o curso eu ainda tinha dúvidas se havia feito a escolha certa. Porque eu escolhi fazer Direito mesmo?

Bom, a maioria das pessoas que me conheciam quando souberam da minha decisão, ou falaram que não tinha nada haver comigo, ou pensaram (e eu pude perceber em seus rostos). A carreira jurídica é muito formal e cheia de regras e normas que nem mesmo quem as fez consegue entender todas elas. É também muito ligada a política, o que leva todos a primeira impressão de que, se você faz Direito, é porque é um espertão que só quer tirar proveito dos outros. Ou seja, preconceitos de dentro pra fora e de fora pra dentro. Preconceito até dentro da própria universidade entre os outros cursos, acredite. E confesso que algumas pessoas fazem por merecer, tanto de dentro, quanto de fora.

Mas nem tudo é ruim, eu juro! Finalmente, eu soube que por mais romântico que possa parecer a minha resposta, eu escolhi o Direito pra tentar fazer diferença.

Eu quero fazer a minha parte e lutar pelo que eu acredito, e acho sinceramente, que conhecer os meus direitos (e os seus!) é um dos melhores caminhos pra isso. Não me importa que achem que quem faz direito não presta ou que faz tudo por dinheiro. Não me importo que digam que eu nunca vou conseguir mudar nada. Eu acredito na democracia, por mais deturpada que ela esteja. Eu acredito sim num mundo melhor, mas não sou ingênua a ponto de acreditar em milagres, sei que pro mundo melhorar todo mundo tem que tentar fazer sua parte, seja ele arquiteto, jornalista, geógrafo ou contador. Eu como profissional do direito vou tentar fazer a minha a todo custo. E como ser humano também, mas isso é história pra outro dia.

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